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Terremoto de 7,7 atinge Indonésia, mata 47 e destrói Ilha de Flores

Mais de 200 abalos secundários foram registrados após o sismo inicial, que ocorreu a 10 km de profundidade na manhã de sábado.

Ilustração editorial: Terremoto de 7,7 atinge Indonésia, mata 47 e destrói Ilha de Flores
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a Indonésia na manhã deste sábado (15), deixando 47 mortos e provocando destruição em diversas áreas, especialmente na Ilha de Flores, no leste do país. Mais de 200 abalos secundários foram registrados na sequência do tremor principal, que ocorreu por volta das 6h, horário local (18h de sexta-feira em Brasília).

O epicentro do sismo foi localizado a cerca de 68 km da cidade de Ende, capital regional, com profundidade de 10 km, conforme o serviço geológico dos Estados Unidos. Cenas na cidade de Maumere, em Flores, mostram prédios desabando e correria nas ruas. No porto, blocos de concreto se desprenderam do terminal e caíram sobre passageiros, enquanto a passarela de acesso a uma balsa desabou, lançando pessoas ao mar, segundo a BBC News Brasil.

A Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB) confirmou as mortes, com o número crescendo à medida que as operações de busca e resgate avançam. Emanuel Melkiades Laka Lena, governador da província de Nusa Tenggara Oriental, afirmou que as vítimas morreram enquanto dormiam, atingidas pelos escombros. Um segundo tremor de magnitude 6,9 foi registrado horas depois na Ilha de Sumatra.

Um alerta de tsunami foi emitido após o primeiro abalo, mas suspenso cerca de três horas depois, uma vez que as ondas atingiram a costa com menos de um metro de altura. A Indonésia está localizada no "Círculo de Fogo do Pacífico", região de intensa atividade sísmica. Autoridades da União Europeia ofereceram o envio de satélites para auxiliar nas operações de resgate, e milhares de sobreviventes em áreas de risco buscam abrigos, muitos deles improvisados.

Fontes: g1 · BBC News Brasil