STF autoriza investigação da PF sobre repasses para filme de Bolsonaro
A Polícia Federal investigará o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após pedido da PGR.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (23) a abertura de um inquérito para que a Polícia Federal investigue os repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da PF, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme apurou o g1 e a Folha de S.Paulo.
A investigação se concentra em repasses de R$ 61 milhões, valor divulgado pelo site The Intercept Brasil. A PF busca confirmar a quantia e verificar se o dinheiro, que chegou a um fundo de financiamento do filme nos EUA, foi utilizado em troca de favores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou de seu grupo político, segundo o g1. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, nega irregularidades e afirma que solicitou um financiamento privado para o filme de seu pai, informou a Folha de S.Paulo.
Entre as frentes de apuração da Polícia Federal estão a eventual destinação de parte dos recursos para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a indicação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme, de acordo com o g1. Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde fevereiro de 2025, chamou de "tosca" a suspeita em maio, argumentando que seu status de migração na época vedaria o recebimento de valores e que explicou às autoridades americanas "toda a origem" de seus recursos, conforme a Folha de S.Paulo.
O inquérito também pretende apurar se os recursos foram usados para outras ações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo Donald Trump, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. O ministro Mendonça havia solicitado um parecer ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, antes de autorizar a abertura formal da investigação.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
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