Xaplin On
Brasília
Portal Xaplin — jornalismo vivo • a revista não dorme
USD EUR GBP JPY BTC ETH SOL BNB

STF amplia Lei Maria da Penha para casos fora do domicílio

Medidas protetivas valem para violência de gênero sem vínculo afetivo ou familiar, como assédio e perseguição.

Ilustração editorial: STF amplia Lei Maria da Penha para casos fora do domicílio
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira (19) para estender as medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha a casos de violência de gênero contra mulheres fora de contextos domésticos, familiares ou de relações de afeto. A decisão estabelece que a legislação pode ser aplicada em situações como assédio, perseguição e sequestro, desde que o ato violento seja motivado por questões de gênero, informou o g1.

A Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006, é o principal instrumento legal brasileiro para combater a violência contra a mulher. Com a determinação do STF, os juízes que receberem pedidos de medidas protetivas de urgência deverão analisá-los prontamente, mesmo que não atuem em juizados especializados em violência doméstica. Essas medidas incluem o afastamento do agressor, proibição de contato e restrição de frequência a locais específicos.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, argumentou que "a violência contra a mulher não decorre de conflitos privados, e sim de discriminação sistêmica". Segundo Fachin, restringir as medidas protetivas a relações domésticas ou afetivas ignora o caráter estrutural da violência de gênero e contraria compromissos internacionais do Brasil, como a Convenção de Belém do Pará. O julgamento teve repercussão geral, tornando o entendimento de aplicação obrigatória em casos semelhantes em todas as instâncias judiciais do país, segundo a CNN Brasil.

A decisão do STF analisou um recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) contra uma determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que havia negado a aplicação de medidas protetivas a uma mulher ameaçada por razões de gênero em um ambiente comunitário.

Fontes: g1 · CNN Brasil

QUER IR MAIS FUNDO?

→ Nosso catálogo completo