Síria destrói 42 bombas aéreas de programa químico de Assad
Operação, primeira em uma década, é resultado da localização de remanescentes clandestinos em maio.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Síria iniciou nesta quinta-feira (3) a destruição de remanescentes do programa clandestino de armas químicas da era do ex-presidente Bashar al-Assad, descobertos em maio. A operação inclui a anulação de 42 bombas aéreas, conforme informou a alta representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu.
Esta é a primeira ação de destruição desse tipo no país em uma década. A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) verificou a destruição de munições químicas, segundo Nakamitsu, em reunião do Conselho de Segurança. Além das bombas aéreas, foram localizados uma nova instalação de produção de armas químicas e um produto químico usado em agentes neurotóxicos, bem como duas instalações de armazenamento.
O embaixador sírio na ONU, Ibrahim Olabi, declarou ao conselho que o país está "protegendo o mundo e a região por meio desse trabalho". Olabi, no entanto, criticou Israel, afirmando que os ataques israelenses dificultaram algumas operações de busca e destruição e colocaram em risco as equipes sírias envolvidas.
As autoridades sírias, que prenderam 18 suspeitos de envolvimento no programa químico de Assad, entre eles figuras militares e políticas, preparam a primeira audiência judicial para os acusados. Em maio, a agência Reuters já havia noticiado a localização de matérias-primas e munições semelhantes às usadas em ataques com gás durante a guerra civil.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
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