Sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil são proibidos na UE
A geógrafa Larissa Mies Bombardi considera que a condição configura "colonialismo químico" no país.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Sete dos dez agrotóxicos mais comercializados no Brasil são proibidos na União Europeia (UE), conforme constatou a geógrafa Larissa Mies Bombardi, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), sediado na França. A informação foi divulgada pela Agência Brasil nesta sexta-feira (31), após declarações da pesquisadora durante conferência na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ).
A pesquisadora, que estuda o uso de agrotóxicos e suas conexões com a economia global há 15 anos, argumenta que a situação configura o chamado "colonialismo químico", uma vez que empresas europeias exportam para o Brasil produtos proibidos em seus países de origem. Larissa Bombardi explicou que as substâncias são banidas na UE “porque são cancerígenas ou porque provocam malformação fetal ou outros distúrbios hormonais, ou porque provocam severos impactos no ambiente”, segundo a Agência Brasil.
A geógrafa citou que, entre 2009 e 2019, houve um declínio de 41% no número de insetos globalmente, chegando a 53% no caso de borboletas, dados que constam no estudo Atlas dos Pesticidas 2022, da Heinrich-Böll-Stiftung. Ela também destacou o herbicida atrazina, sexto mais vendido no Brasil, que pode causar anomalias em anfíbios, como a mudança de sexo em sapos.
Fonte: Agência Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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