Sebos recebem pedidos de livros para uso em inteligência artificial
Empresas de IA têm comprado grandes volumes de obras antigas, que são digitalizadas e depois destruídas.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Empresas de inteligência artificial (IA) têm feito grandes pedidos de livros antigos em sebos pelo mundo, com os exemplares sendo digitalizados e posteriormente destruídos. A prática foi notada por livreiros em países como Espanha, Holanda e Nova Zelândia, que relataram padrões de compra incomuns.
Na Livraria Fénix, em Badalona, Espanha, o livreiro Marçal Font recebeu uma encomenda atípica em 30 de abril e, no início de maio, uma nova série de pedidos com remetente canadense. Font, que é livreiro há 20 anos, investigou por suspeitar de fraude devido aos custos de envio "absurdos" e à quantidade incomum de livros solicitados em um curto intervalo de 40 a 60 minutos, segundo apuração do g1 e da BBC News Brasil.
Ele consultou o pesquisador de inteligência artificial Xavier Vinaixa, que confirmou padrões semelhantes de pedidos em outros países. Em artigo do jornal The Telegraph, um livreiro de Haarlem, na Holanda, Pieter de Vries, relatou sua surpresa ao receber uma encomenda em massa de livros, declarando: "No comércio de livros antigos é muito raro que as pessoas queiram comprar mais de um livro. Portanto, se alguém chega e diz 'quero algumas centenas dos seus livros', isso é muito estranho".
Fontes: g1 · BBC News Brasil
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