São Paulo tem 23 dos 24 casos de sarampo no país; vigilância é crucial
A cobertura vacinal na capital paulista está em 75%, abaixo dos 95% necessários para interromper a transmissão da doença.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
A cidade de São Paulo concentra 23 dos 24 casos de sarampo confirmados no país nesta temporada, expondo o risco de novos surtos na região. A cobertura vacinal na capital paulista gira em torno de 75%, um percentual abaixo dos 95% considerados essenciais para interromper a transmissão da doença, segundo dados da Agência Brasil.
O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde, afirma que a entrada de novos casos é esperada, visto que São Paulo "é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários". Ele detalha que o ciclo de incubação e transmissão do vírus dura cerca de 20 dias, iniciando dois dias antes da febre e estendendo-se por mais 12 dias após o surgimento dos sintomas.
Kfouri ressalta que uma pessoa com imunização completa não transmite o vírus, mas o risco é "real" para quem não completou o ciclo vacinal. Para manter o país livre do sarampo, o especialista aponta dois pilares: vacinação e vigilância. A rede de vigilância deve estar atenta para realizar o isolamento e a vacinação dos contatos, e a homogeneidade da cobertura vacinal é crucial, pois um bairro com baixos índices se torna um "bolsão vulnerável" e um potencial foco de surtos.
A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem possa não ter recebido todas as doses ou aqueles poucos em que a imunização não foi plenamente efetiva. A margem de pessoas não protegidas pelo ciclo normal da vacina é estimada em 5% para o sarampo, mas se aproxima de zero com a aplicação de uma terceira dose.
Fonte: Agência Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
QUER IR MAIS FUNDO?
→ E-books sobre Saúde e Bem-estar