Santa Catarina registra primeira morte por Febre do Nilo Ocidental
Óbito de idosa de 77 anos em Imbituba é o primeiro no estado; outros dois casos foram confirmados em São Paulo.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a morte de uma idosa de 77 anos pela Febre do Nilo Ocidental (FNO) em Imbituba, litoral do estado. O óbito ocorreu em 8 de agosto e representa o primeiro registro da doença com desfecho fatal no território catarinense.
Além da idosa, um homem de 56 anos, residente em Caçador (SC), também foi infectado, mas teve alta após apresentar melhora. Ambos os pacientes desenvolveram manifestações neurológicas e estão sob investigação epidemiológica para mapear os prováveis locais de infecção e a circulação do vírus.
Dois outros casos foram confirmados no estado de São Paulo nesta segunda-feira (24): uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, já recebeu alta, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, permanece internada. Segundo o Ministério da Saúde, um caso provável também está sendo investigado no Piauí. A FNO é transmitida pela picada de pernilongos do gênero *Culex* e não há registro de transmissão entre humanos. "A doença do Nilo Ocidental, também conhecida pelo nome em inglês, West Nile, é uma das arboviroses mais disseminadas no mundo", afirmou o infectologista André Bon, coordenador da Infectologia do Hospital Brasília, à Folha de S.Paulo.
Desde o primeiro registro em 2014, treze estados brasileiros já notificaram casos da doença. A maioria das pessoas infectadas pela Febre do Nilo Ocidental não apresenta sintomas, mas em cerca de 20% dos casos, surgem manifestações clínicas leves. Em situações raras, a infecção pode afetar o sistema nervoso, levando a quadros graves como encefalite e meningite.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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