Samarco e 3 gerentes são condenados por tragédia de Mariana
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) impôs multas e penas de reclusão pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) condenou criminalmente a mineradora Samarco e três de seus gerentes pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 5 de novembro de 2015. A decisão, proferida na última quinta-feira (3), resulta de um recurso do Ministério Público Federal (MPF), que pedia a responsabilização de 10 dos 11 réus inicialmente absolvidos pela Justiça em 2024.
Os gerentes Germano Silva Lopes e Daviély Rodrigues Silva foram sentenciados a 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Wagner Milagres Alves recebeu pena de 7 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto. A Samarco, por sua vez, foi condenada a uma multa de R$ 6 milhões e proibida de firmar contratos com o poder público por dez anos, além de pagar R$ 1 milhão ao Fundo Nacional do Meio Ambiente.
A defesa dos funcionários declarou que "interporá os recursos cabíveis a fim de que prevaleça a sentença técnica, humana e profunda que os absolveu". A Samarco, por sua vez, afirmou em nota que “sempre adotou as melhores práticas de engenharia e nunca teve conhecimento ou foi informada de risco de ruptura da barragem de Fundão”. O procurador regional da República Darlan Airton Dias, em parecer de junho de 2025, indicou que Wagner Milagres Alves era o "responsável direto por mitigar" os riscos da barragem.
As investigações apontaram que a barragem de Fundão operou em estado de precariedade estrutural, com falhas no sistema de drenagem e alteamentos sobre terreno instável, culminando no fenômeno de liquefação. Esta é a primeira vez, em quase 11 anos, que a empresa e seus funcionários são responsabilizados criminalmente pela tragédia.
Fontes: g1 · CNN Brasil
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