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Rússia ataca aeroportos de Kiev antes de visita de enviados dos EUA

Bombardeios com drones Shahed atingiram os aeroportos da capital ucraniana e de Boryspil na madrugada de sábado.

Ilustração editorial: Rússia ataca aeroportos de Kiev antes de visita de enviados dos EUA
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A Rússia atacou os aeroportos de Kiev e da cidade vizinha de Boryspil, na Ucrânia, durante a madrugada deste sábado (5), em uma ação que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como resposta de Moscou à visita de dois enviados dos Estados Unidos ao país. Os negociadores de paz Steve Witkoff e Jared Kushner tinham viagem prevista para domingo (6).

Os bombardeios ocorreram após discussões sobre a possibilidade de a delegação americana viajar de avião até a Ucrânia, mesmo com o espaço aéreo fechado desde fevereiro de 2022, quando a invasão russa começou. Em publicação na rede social X, Zelensky afirmou que "esses ataques russos aos aeroportos são uma reação às discussões e aos preparativos para a possibilidade de o lado americano usar uma aeronave para viajar à Ucrânia".

Segundo o presidente da Ucrânia, a ofensiva foi realizada por meio de drones Shahed, de fabricação iraniana. Além dos aeroportos, um ataque com míssil balístico russo atingiu a usina siderúrgica Kamet Steel, em Kamianske, região de Dnipro, matando cinco pessoas e paralisando as operações da unidade, informou a Metinvest, maior grupo de mineração e siderurgia da Ucrânia. A empresa declarou que a fábrica produz ferro-gusa e aço exclusivamente para fins civis.

Zelensky também mencionou danos em edifícios residenciais em Kherson, Boryspil e na região de Kharkiv, e drones que atingiram centros comerciais em Sumy e Mykolaiv. Ele declarou que a Ucrânia responderá ajustando suas operações no espaço aéreo russo, mas garantiu que "não há e não haverá nenhuma ameaça à diplomacia" por parte de Kiev. A visita de Witkoff e Kushner faz parte dos esforços de Washington para impulsionar as negociações de paz.

Fontes: g1 · UOL