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Restaurantes nos EUA abrem mão da gorjeta por salário fixo

Estabelecimentos oferecem remuneração mais alta para funcionários, eliminando a dependência da "generosidade dos estranhos".

Ilustração editorial: Restaurantes nos EUA abrem mão da gorjeta por salário fixo
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Restaurantes em cidades como São Francisco e Lynn, nos Estados Unidos, estão adotando um modelo de remuneração sem gorjetas, incorporando valores mais altos nos preços dos pratos para oferecer salários fixos e melhores a seus funcionários. A sommelier Caroline Kraetzer, que trabalha no La Cigale, em São Francisco, recebe US$ 40 por hora, quase o dobro da média do setor, segundo a Folha de S.Paulo.

O La Cigale informa aos clientes que "o que você vê é o que você paga. Não aceitamos gorjetas. Suas palavras gentis e visitas futuras serão suficientes", conforme apurou a BBC News Brasil. A proprietária e chef Rachel Miller, do Nightshade Noodle Bar, em Lynn, Massachusetts, implementou o sistema há cinco anos, com o objetivo de criar um sistema mais justo para seus funcionários.

O debate sobre gorjetas é antigo nos EUA e se intensificou nos últimos anos. Enquanto alguns clientes se queixam da proliferação de pedidos de gorjeta até em totens de autoatendimento, trabalhadores reclamam da imprevisibilidade salarial e, no caso das mulheres, de comportamentos inadequados por parte de clientes. A mudança busca garantir estabilidade financeira aos profissionais do setor.

Kraetzer, por exemplo, não precisa mais "depender da generosidade dos estranhos para pagar as contas", já que seu salário é garantido independentemente do movimento ou do comportamento dos clientes.

Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil