Puberdade precoce intriga médicos e afeta mais meninas no mundo
Casos globais anuais variam de 0,2 a 26 a cada 10 mil meninas, enquanto em meninos ficam entre 0,02 e 0,9.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Casos de puberdade precoce central (PPC) intrigam médicos em todo o mundo, com diagnósticos em crianças antes dos oito anos para meninas e nove anos para meninos, segundo a BBC News Brasil e a Folha de S.Paulo. A condição, que afeta majoritariamente as meninas, requer tratamento para evitar problemas de saúde na idade adulta e aumenta o risco de desenvolver câncer e doenças cardiovasculares.
Os números de novos casos anuais globais variam de 0,2 a 26 a cada 10 mil meninas, e de 0,02 a 0,9 a cada 10 mil meninos. Um dos casos destacados pelas publicações é o de Gabby, da Inglaterra, que menstruou e desenvolveu pelos no corpo aos seis anos de idade. "A equipe de pediatria precisou pesquisar porque nunca havia visto o que estava acontecendo comigo", relatou Gabby, hoje com 26 anos, à BBC.
Após cerca de um ano de exames, Gabby foi diagnosticada com PPC e iniciou tratamento com bloqueadores hormonais, conhecidos como agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). As injeções, aplicadas a cada três semanas, suspendem a progressão da puberdade e permitem que a criança cresça normalmente, sendo geralmente suspensas entre 11 e 12 anos. Gabby, no entanto, descreve a experiência como dolorosa, afirmando que se sentia "uma alienígena" durante o período.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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