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Phoenix, EUA, cria diretor de calor extremo para mitigar mortes

A cidade do Arizona é a primeira no mundo a ter um cargo dedicado a combater os impactos das altas temperaturas.

Ilustração editorial: Phoenix, EUA, cria diretor de calor extremo para mitigar mortes
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A cidade de Phoenix, no Arizona (EUA), criou em 2021 o cargo de diretor de calor extremo, tornando-se a primeira cidade do mundo a ter uma posição dedicada a mitigar os impactos das altas temperaturas na população. A iniciativa visa proteger os moradores do condado de Maricopa, região que registra algumas das temperaturas mais elevadas dos Estados Unidos.

Autoridades de Phoenix implementam programas que oferecem acesso a centros de resfriamento e distribuição gratuita de aparelhos de ar-condicionado. A medida ocorre em um contexto de aumento das mortes associadas ao calor em diversas regiões. Na França, mais de 2.000 pessoas morreram em uma onda de calor no fim de junho, enquanto na Inglaterra e no País de Gales, estima-se que mais de 2.700 óbitos ocorreram desde maio.

Nos Estados Unidos, 44 mortes ligadas ao calor foram registradas no feriado de 4 de Julho. Cientistas da Universidade de Yale, nos EUA, alertam que o calor atual é mais intenso que o de uma década atrás, pois "as temperaturas já não caem durante a noite", conforme disse a pesquisadora Jennifer Marlon à BBC. Esse fenômeno impede a recuperação do organismo ao longo do dia.

O Brasil também enfrentou episódios de calor extremo, como no fim de 2025, quando o Inmet emitiu alerta vermelho para o Centro-Sul do país, com recordes em São Paulo e Rio de Janeiro. Phoenix busca servir de modelo global, antecipando uma nova realidade climática com eventos extremos mais frequentes e intensos.

Fontes: g1 · BBC News Brasil