PGR fecha delação com empresário sobre financiamento de "Dark Horse"
Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, teria repassado recursos para fundo ligado ao filme sobre Jair Bolsonaro.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou, em 3 de setembro de 2026, acordo de delação premiada com o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele é dono da empresa Entre Investimentos e Participações, que teria sido utilizada para enviar recursos que financiariam "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informações confirmadas pela Folha de S.Paulo e pela CNN Brasil.
O acordo foi enviado para a validação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mineiro, próximo ao banqueiro Daniel Vorcaro, foi alvo de busca e apreensão em janeiro na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master, conforme apuração da Folha de S.Paulo. A investigação da Polícia Federal indica que a Entre Investimentos e Participações funcionava como um braço operacional de Vorcaro, auxiliando no repasse de recursos definidos pelo banqueiro.
O dinheiro transferido pela Entre foi para o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. Este fundo, sediado no Texas, é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, segundo a CNN Brasil. As autoridades suspeitam que, embora o valor fosse para o financiamento do filme, parte dos recursos possa ter sido destinada a Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O ex-deputado nega ter recebido os repasses, conforme registra a CNN Brasil.
Esta é a primeira delação premiada envolvendo especificamente o caso "Dark Horse". É a segunda delação fechada no caso do Banco Master pela PGR, que já havia chegado a um acordo com o empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag. A CNN Brasil destaca que as parcelas pagas por Vorcaro para a produção do "Dark Horse" foram negociadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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