PF investiga Mário Frias e produtora por desvio de verbas
Operação Make Up da Polícia Federal apura desvio de verbas públicas em cinebiografia, envolvendo ex-secretário.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Polícia Federal (PF) cumpre 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10/09) na Operação Make Up, que investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do filme, e a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da GoUp Entertainment – produtora da obra – são alvos da ação.
Os mandados, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por solicitação do ministro Flávio Dino, são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A PF afirma, em nota, que a operação apura o suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares destinadas a organizações da sociedade civil por meio de termo de fomento.
As investigações indicam a existência de uma organização criminosa que, de acordo com a PF, é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços. “As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano”, detalha a PF. Levantamentos financeiros identificaram movimentação de centenas de milhões de reais entre as empresas do esquema, que é investigado pelos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Em maio, Mario Frias negou ao STF que recursos de suas emendas tenham sido usados na produção do filme, classificando a denúncia como "absolutamente falsa" e difamatória. A defesa do deputado, na época, afirmou que a Câmara dos Deputados já havia apontado a legalidade das emendas. O UOL entrou em contato com Frias e Karina Gama, mas não obteve resposta até o momento.
Fontes: BBC News Brasil · UOL
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