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Pesquisadora Uta Frith questiona diagnósticos de autismo

Crescimento no número de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Reino Unido gera debate sobre identidades.

Ilustração editorial: Pesquisadora Uta Frith questiona diagnósticos de autismo
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A definição de autismo tornou-se central em um debate que opõe pesquisadores e organizações do setor a pessoas autistas no Reino Unido. A discussão foi iniciada pela professora Uta Frith, 85, uma das principais referências em pesquisa sobre autismo desde a década de 1960, que questiona a precisão de parte dos novos diagnósticos, segundo apurado pela Folha de S.Paulo e BBC News Brasil.

Frith levanta a possibilidade de diagnósticos equivocados, especialmente após uma “explosão no número de pessoas com diagnóstico de autismo registrado em seus prontuários médicos”. Na Inglaterra, o total de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) subiu de pouco mais de 700 mil para cerca de 1,1 milhão em três anos. A Sociedade Nacional de Autismo (NAS), por sua vez, afirma que "as evidências sugerem que há um número significativo de casos de autismo não diagnosticados, especialmente entre mulheres e pessoas mais velhas".

A neurocientista evita precisar a quantidade de diagnósticos errados, mas afirma que, “nos meus piores momentos, acho que é um número muito grande, mas, nos melhores, acho que é um número pequeno”. Frith expressa preocupação de que pessoas autistas que necessitam de muito apoio não estejam recebendo a ajuda de que precisam.

Alguns pesquisadores do autismo e organizações da área classificam as opiniões de Frith como "perigosas", por considerá-las "desinformação", e afirmam que elas podem "colocar pessoas autistas umas contra as outras". Muitas pessoas autistas também manifestam indignação, apontando que o debate põe em questão sua identidade e seus direitos.

Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.