Operação Resgate salva 479 de trabalho análogo à escravidão
Treze crianças e adolescentes foram resgatados, e empregadores devem pagar R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Uma operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão durante o mês de agosto. As ações fiscais da Operação Resgate ocorreram em todas as regiões do país, e a estimativa é que os empregadores paguem R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias, segundo a Folha de S.Paulo.
Entre os resgatados, 13 eram crianças e adolescentes, e 66 eram migrantes vindos de países como Argentina, Bolívia e Venezuela. A maioria dos casos foi identificada em Minas Gerais, onde 208 pessoas trabalhavam sob regime análogo à escravidão. Em uma fazenda na zona rural de Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro, por exemplo, migrantes do Senegal e Burkina Faso trabalhavam na colheita de batatas sem registro em carteira e sem acesso a instalações sanitárias ou água potável.
No Rio Grande do Norte, uma fiscalização iniciada em 27 de julho resgatou 37 trabalhadores em uma pedreira de quartzito na zona rural de Ouro Branco. A Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou que os trabalhadores não tinham banheiros, "usavam a mata para necessidades fisiológicas e consumiam água sem comprovação de potabilidade", conforme noticiou o g1. Dois adolescentes, de 16 e 17 anos, estavam exercendo atividade de mineração, proibida para menores de 18 anos devido aos riscos ocupacionais.
Os empregadores da pedreira, vinculados a seis frentes de trabalho, pagaram mais de R$ 157 mil em verbas rescisórias. A lavra e duas máquinas foram interditadas devido ao risco de queda de blocos de rocha. No total da Operação Resgate, que realizou 231 ações fiscais, 1.192 trabalhadores foram encontrados sem registro do contrato de trabalho e 1.836 autos de infração serão emitidos pelo governo por diversas irregularidades, incluindo trabalho infantil e descumprimento de normas de saúde e segurança.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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