Operação Frank Mobile cumpre 91 mandados contra roubo de celular
A ação policial mira esquema de furto, revenda e adulteração que leva aparelhos a lojas do centro de São Paulo.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O Ministério Público de São Paulo e as polícias Civil e Militar deflagraram na manhã desta quinta-feira (10) a Operação Frank Mobile para desarticular um esquema que atua no furto, roubo, receptação, adulteração e revenda de celulares em todo o país. Foram cumpridos 7 mandados de prisão temporária e 84 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Goiás.
As autoridades também aplicaram medidas judiciais para sequestrar e bloquear bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões. A investigação detalha que o estado de São Paulo registrou centenas de milhares de subtrações de telefones no último ano, com a capital paulista concentrando a maior parte das ocorrências, segundo informações do Ministério Público.
Os promotores descreveram que a engrenagem criminosa opera com alta lucratividade e velocidade, estruturando-se em uma cadeia logística dividida em quatro etapas distintas. Entre os fluxos de abastecimento da cadeia, há aparelhos obtidos em roubos à mão armada ou furtos mediante quebra de vidros de veículos, que acabam localizados na região da Rua 25 de Março, especialmente no Shopping Mundo Oriental e na Galeria Pagé. Já os celulares furtados em grandes eventos como o Lollapalooza, a Parada do Orgulho LGBT+ e a Virada Cultural aparecem na Rua Guaianases, no Centro de São Paulo.
Nesses eventos, os criminosos atuam com divisão de funções entre "batedores" – que identificam vítimas e executam os furtos em meio à multidão – e "recolhedores", que recebem os aparelhos para evitar flagrantes e acelerar o escoamento, de acordo com o Ministério Público.
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