OMS testa tratamentos contra ebola em Ituri; surto tem 1.657 mortes
Mais de 50 pacientes entraram no ensaio; vacina de Oxford para a cepa Bundibugyo começou a fase 1 em 24 de julho.
Mais de 50 pacientes com ebola confirmado entraram no ensaio de tratamento patrocinado pela OMS em três unidades de atendimento clínico da província de Ituri, na República Democrática do Congo, em parceria com o Médicos Sem Fronteiras e a Alima. Até 1º de agosto, o surto somava 3.748 casos e 1.657 mortes confirmadas em 49 zonas de saúde de cinco províncias.
A cepa é a Bundibugyo, rara, sem vacina nem tratamento aprovado. A epidemia é a segunda maior e de disseminação mais rápida já registrada, e resiste aos esforços de contenção: cerca de 17 mil contatos estão sob monitoramento, com aproximadamente 80% deles examinados todos os dias.
“Se compararmos este surto aos surtos anteriores de ebola, conseguimos iniciar os ensaios mais rapidamente”, disse a jornalistas em Genebra Vasee Moorthy, chefe interino do programa R&D Blueprint da OMS. “É verdade que os dados pré-clínicos que estamos vendo são promissores.” Ele ponderou que só os ensaios clínicos dirão se tratamentos e vacinas funcionam.
Um estudo de profilaxia liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo já incluiu mais de 25 contatos de alto risco em Ituri: testa se dez dias do antiviral oral Obeldesivir evitam a doença depois da exposição. A vacina específica para a cepa, desenvolvida pela Universidade de Oxford com o Instituto Serum da Índia, entrou em fase 1 no Reino Unido em 24 de julho; uma segunda candidata, da Moderna, deve começar a fase 1 no Canadá nesta semana.
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Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil