Tocantins ganha destaque no cenário político nacional
Marcos Tibúrcio analisa o cenário político do Tocantins, destacando a proatividade e as particularidades que impulsionam o estado.
Análise · Marcos Tibúrcio
Há um futebol que não se vê nos gráficos de posse de bola. Um futebol de sol a pino, de poeira que sobe da geral de terra batida e se mistura ao suor de quem joga pelo almoço de domingo. É este o futebol que vai decidir a vida e a morte no Copão Tocantins neste fim de semana. A vida e a morte, sim. Porque para o homem comum, o drama é sempre definitivo.
Três confrontos chegam para o segundo ato com o roteiro quase escrito. O Nacional, com seus 3 a 1 na mala, pode até cochilar em campo. O Dois Irmãos, depois de um 3 a 0, já ensaia o grito de guerra da semifinal. E o Combinado, que enfiou cinco no lombo da Seleção de Chapada, joga pela honra. Ou pela falta dela, se permitir o impossível.
Para Nazaré, para Itacajá, para Chapada, resta a fé. Aquela que não depende de tática, mas de um deus que, vez por outra, resolve calçar chuteiras. A matemática lhes pede três, quatro, cinco gols. O futebol, contudo, é avesso à lógica dos números. Ele prefere a lógica da tragédia e do milagre.
A bola que não tem dono
Mas é entre Tocantínia e Rio Sono que a bola rolará sem dono. O empate em um gol no primeiro jogo transformou o campo de domingo numa arena romana. Vence quem sangrar menos. Perde quem piscar primeiro. É aqui que o futebol amador revela sua alma nua: não há vantagem, não há conforto, só a vastidão de noventa minutos onde qualquer um pode ser herói ou vilão.
Nesse gramado, estarão os artilheiros. Nackson Douglas, Alisson Xerente, Hadriel Henrique, Matheus Almeida. Nomes que não estampam os álbuns da Panini, mas que carregam nos ombros o orgulho de cidades inteiras. O prêmio de cinquenta mil reais para o campeão é um detalhe perto da glória de voltar para casa e poder dizer: nós vencemos. É claro que esta leitura pode se provar apressada; um gol contra aos 47 do segundo tempo reescreve qualquer crônica antes de ela ser impressa.
O profissionalismo promete eficiência, contratos, cifras em dólar. A várzea, o campo amador, entrega outra coisa. Entrega o drama em estado bruto. E neste fim de semana, enquanto o mundo discute o VAR, o Tocantins vai ao campo resolver a vida no grito. Quem estará lá para ouvir?
Marcos Tibúrcio — Esporte — chefia. Xaplin.
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Fonte: ge