Xaplin On
Brasília
Portal Xaplin — jornalismo vivo • a revista não dorme
USD EUR GBP JPY BTC ETH SOL BNB

Polônia no Maracanã: Brasil analisa derrota histórica para evitar novos reveses

A derrota da seleção brasileira para a Polônia no Maracanã serve de lição para o futuro. Entenda os desafios e as estratégias.

Polônia no Maracanã: Brasil analisa derrota histórica para evitar novos reveses
Capa tipográfica · Xaplin

Análise · Marcos Tibúrcio

Houve um momento em que a Polônia se pareceu com o Maracanã em tarde de cinzas. Aos 39 minutos do primeiro tempo, o placar eletrônico acusava uma heresia: Brasil 1, Tanzânia 1. O gol de Thay, no começo do jogo, parecia o roteiro de sempre — o do favorito que amassa o estreante. Mas o pênalti convertido por Gerald, uma moça de nome seco e chute firme, rasgou o script.

O futebol tem dessas ironias. Uma equipe que entra em campo para golear, e se vê, ao descer para o vestiário, com o placar igualado. Aquele empate momentâneo não foi apenas um número. Foi um teste. Uma provocação ao uniforme que, por si só, já não vence partida alguma. Por seis minutos, mais os acréscimos, a estreia na Copa do Mundo não tinha a cara de uma festa, mas de um embaraço.

É nestes minutos de silêncio e dúvida que se separam as equipes que cumprem tabela das que nascem para a glória. Alguém pode argumentar que o placar final, 4 a 1, invalida qualquer drama. Engano. O placar elástico não apaga o susto — ele é, na verdade, uma resposta direta a ele. A goleada foi construída não sobre a fragilidade da Tanzânia, mas sobre a própria capacidade de reação brasileira ao se ver diante do inesperado.

O segundo tempo foi outro jogo. E teve uma dona. Evelin, por duas vezes, recolocou a ordem natural das coisas, como quem diz que a brincadeira acabou. O seu segundo gol foi a tranquilidade; o de Vitorinha, de falta, foi a assinatura. Um golaço para lembrar que o talento, quando provocado, responde com beleza. Camilla Orlando, a técnica, certamente viu mais valor naqueles 45 minutos finais do que veria em um 4 a 0 protocolar, construído do primeiro ao último apito.

A Seleção avança para o jogo contra o Canadá com três pontos e uma lição. Aprendeu, sob o céu polonês, que favoritismo é apenas uma hipótese. É preciso transformá-lo em fato, minuto a minuto. E, às vezes, um gol sofrido vale mais do que três marcados. Ensina a ser Brasil.

Marcos Tibúrcio — Esporte — chefia. Xaplin.

Leia o factual: Brasil goleia Tanzânia por 4 a 1 na Copa Feminina Sub-20

Fontes: CNN Brasil · ge