Diretor-executivo da PF apoia diretor afastado por Mendonça
William Murad, diretor-executivo da PF, assume o comando interinamente após afastamento.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad, número dois da corporação, afirmou nesta terça-feira (8) sua "total confiança" no diretor-geral Andrei Rodrigues, que foi afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Murad fez a declaração durante discurso na Academia Nacional de Polícia, em Brasília.
A decisão de Mendonça, proferida no mesmo dia, afasta também o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A medida responde à produção de um relatório interno da PF que foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes para solicitar uma investigação contra Mendonça, sob acusações de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS.
"Não nos deixaremos abalar com ataques, venham de onde vier, e afirmamos a nossa total confiança na direção-geral e no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues", declarou Murad no evento. Integrantes da cúpula da PF manifestaram, sob reserva, "sentimento de indignação e revolta", interpretando a decisão como política, segundo a Folha de S.Paulo. Andrei Rodrigues cancelou sua participação no evento da PF pouco antes do horário previsto, após ser informado da decisão a caminho do local da cerimônia, onde 735 alunos aguardavam.
A Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça, iniciou uma sessão virtual extraordinária para analisar a decisão de Mendonça. A turma formou maioria para manter o afastamento de Rodrigues, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista, suspendendo a sessão para uma análise mais aprofundada.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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