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Nepal tem funerais simbólicos por desaparecidos de avalanche

Cerimônias nesta quarta-feira (2) buscam "libertar" almas de vítimas uma semana após a tragédia no Himalaia.

Ilustração editorial: Nepal tem funerais simbólicos por desaparecidos de avalanche
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Famílias nepalesas organizaram nesta quarta-feira (2) cerimônias fúnebres simbólicas para "libertar" as almas de parentes desaparecidos após a avalanche que devastou vilarejos na região do Himalaia, na fronteira com a China, há uma semana. Os rituais hindus incluíram a queima de efígies de palha, uma vez que os corpos das vítimas não foram localizados.

A avalanche, provocada pelo colapso parcial de uma geleira em 26 de agosto, causou a morte de mais de 1.100 pessoas e deixou quase 4.500 desaparecidos nos dois países, segundo autoridades. Dolma Newar Tamang, que realizou o funeral do marido, afirmou que "precisamos fazer isso para libertar a alma dele, para que fique em paz e feliz onde quer que esteja". O marido de Dolma seguia para a China no momento da tragédia.

Apesar da desesperança das famílias, equipes de resgate mantêm a busca por sobreviventes, especialmente nos túneis de centrais hidrelétricas da região. O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, disse que "milagres acontecem" e que não quer perder completamente a esperança. Até o momento, os socorristas recuperaram corpos apenas de túneis bloqueados por lama.

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, manifestou que a catástrofe é "um sinal sério de que os riscos que enfrentamos na região do Himalaia estão aumentando na mesma proporção das mudanças climáticas". Cientistas apontam para o aquecimento acelerado da maior cordilheira do mundo e o consequente derretimento das geleiras, que são fonte crucial de água para milhões de pessoas.

Fontes: Folha de S.Paulo · UOL