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MPF pede controle de voos de helicóptero no Rio após acidentes

Órgão ajuizou ação civil pública contra União, Anac, Inea e município após duas quedas que somaram dez mortes.

Ilustração editorial: MPF pede controle de voos de helicóptero no Rio após acidentes
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou na quarta-feira (12) uma ação civil pública para pedir medidas de controle e segurança dos voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro. A ação foi proposta contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro.

A iniciativa do MPF ocorre após dois acidentes recentes. No último sábado (8), um helicóptero que fazia voo panorâmico caiu no Parque Nacional da Tijuca, próximo à Vista Chinesa, causando incêndio e a morte de três turistas colombianas e do piloto da aeronave. Em 14 de junho de 2026, dois helicópteros se chocaram e caíram no bairro do Recreio dos Bandeirantes, matando seis pessoas, incluindo o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, e destruindo dezenas de carros em um pátio de veículos elétricos.

O MPF pede que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) direcione os helicópteros de transporte remunerado de passageiros para a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), um corredor aéreo a 600 metros da faixa de praia. Em caráter de urgência, o órgão também requer que o Decea intensifique a fiscalização das altitudes mínimas e demais regras das rotas, e que a Anac reforce o controle sobre as empresas, impedindo operações irregulares. A CNN Brasil apurou que o MPF já havia apontado irregularidades como o descumprimento da altitude mínima e níveis elevados de poluição sonora.

Um novo inquérito civil foi aberto para apurar a responsabilidade da empresa Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda. pelos danos ambientais causados ao Parque Nacional da Tijuca, local da queda do último sábado. Em sua ação, o MPF afirma que "não se pretende proibir os voos panorâmicos, mas sim garantir a segurança da população e o respeito ao meio ambiente", segundo trecho da Agência Brasil. Dados do inquérito civil que antecedeu a ação indicam que empresas do setor realizaram 24.681 voos panorâmicos em um ano, transportando 81.390 passageiros.

Fontes: Agência Brasil · CNN Brasil

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