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MP de SP prende ex-número 3 da Fazenda em operação contra propina

André Weiss e o advogado João Buttini são investigados por cobrança de propina para liberar créditos tributários.

Ilustração editorial: MP de SP prende ex-número 3 da Fazenda em operação contra propina
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) prendeu nesta quinta-feira (3) André Weiss, ex-número 3 da Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado, e o advogado João Buttini. Eles são investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa que cobrava propina para interferir na análise e liberação de créditos tributários.

A operação é um desdobramento de uma ação realizada em agosto de 2025 e cumpre dois mandados de prisão preventiva, além de 47 mandados de busca em endereços residenciais, profissionais e empresariais. As buscas ocorrem na capital, Grande São Paulo, interior paulista e no Mato Grosso do Sul, segundo informou a CNN Brasil. A decisão judicial também determinou o afastamento de seis investigados de suas funções públicas, proibição de contato entre os 27 investigados, entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A investigação do MPSP apura crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, relacionados a procedimentos de ressarcimento de ICMS retido por substituição tributária (ICMS-ST) e de aproveitamento de créditos acumulados. O Ministério Público afirma que o esquema “teria transformado esse mecanismo tributário legítimo em um mercado clandestino”, com propinas calculadas entre 1% e 10% dos créditos fiscais envolvidos.

Vitor Manuel dos Santos Alves Jr., ex-diretor executivo da Diretoria Executiva da Administração Tributária (Deat) da Secretaria da Fazenda, é um dos alvos de mandado de busca. Um ex-delegado regional tributário do Butantã declarou ter entregado R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo a um ex-dirigente da administração tributária estadual, valores que seriam geralmente transportados em mochilas.

Fontes: g1 · CNN Brasil