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MP de SP cumpre mandados contra rede financeira do PCC

Operação Janus visa desarticular organização clandestina de financiamento e atuação em "tribunais do crime".

Ilustração editorial: MP de SP cumpre mandados contra rede financeira do PCC
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (21) uma operação para desarticular uma organização financeira clandestina que, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), atuava como braço logístico do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Operação Janus cumpre 18 mandados de prisão preventiva, além de 25 mandados de busca e apreensão, segundo o g1. A CNN Brasil, por sua vez, reportou o cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão. Os promotores apontam que o grupo recebia dinheiro em espécie de origem ilícita e realizava transferências por meio de contas de pessoas jurídicas de fachada, "pagando comissões aos “doleiros” para lavar o dinheiro sem justificativa comercial legítima", informou o g1.

Entre os principais investigados estão Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiu, Leonardo Monteiro Moja, o "Léo do Moinho", apontado como chefe da facção, e o empresário Cléber Azevedo dos Santos, de acordo com a CNN Brasil. O Ministério Público informou que os operadores funcionavam como prestadores de serviços de bancarização para conferir aparência de legalidade a recursos ilícitos, com "transações volumosas de 'TED por vivo' realizadas pelo investigado Alexandre Salles Brito", segundo o g1.

A investigação aponta que Leonardo Moja, acusado de chefiar o tráfico na Favela do Moinho, no centro de São Paulo, utilizava os operadores financeiros para adquirir bens em nome próprio e justificar o dinheiro vivo, conforme o g1. As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos, e o sequestro de bens atribuídos aos investigados, de acordo com a CNN Brasil.

O Ministério Público destacou que a rede financeira também interferia na resolução de conflitos privados, como uma disputa por imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, onde as partes recorreram à facção, segundo o g1. A Operação Janus é um desdobramento das investigações feitas nas Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas, segundo a CNN Brasil.

Fontes: g1 · CNN Brasil

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