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Moraes desiste de pronunciamento no STF uma hora após aviso

O ministro alegou 'data oportuna' para cancelar, sem detalhar conteúdo ou motivo da decisão.

Ilustração editorial: Moraes adia pronunciamento no STF uma hora após informá-lo
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou um pronunciamento público agendado para as 11h desta quinta-feira (10/9), apenas uma hora após o anúncio feito por sua assessoria. A comunicação inicial, enviada a jornalistas por WhatsApp às 7h41, previa a fala no plenário da Primeira Turma do STF. Às 8h45, a mesma assessoria informou o cancelamento e que o pronunciamento seria remarcado para "data oportuna", sem especificar o conteúdo da declaração.

A decisão de Moraes ocorre um dia depois de o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, convocar uma sessão plenária extraordinária para 15 de setembro, às 10h, para discutir a crise na Corte. Na quarta-feira (9/9), Fachin também retirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e assumiu as investigações, embora as ações penais já com denúncia recebida permaneçam com Moraes.

A sessão plenária analisará a petição 16.662, que tornou públicas conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em 1º de setembro. As mensagens, reveladas por decisão do ministro André Mendonça, indicam que Vorcaro pedia a Moraes que atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter investigações sobre o banco.

A crise se agravou após a divulgação das mensagens, e a convocação de Fachin busca "estancar sangria", conforme aponta o professor Emílio Peluso, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), à BBC News Brasil. O julgamento poderá ser ampliado para abordar outros aspectos da "guerra" entre os ministros, dado que a decisão de Fachin de quarta-feira menciona várias questões relativas a decisões recentes dos magistrados do STF.

Fontes: BBC News Brasil · CNN Brasil