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Migrantes marroquinos protestam em Ceuta e pedem asilo à Espanha

Cerca de 8.000 pessoas permanecem no enclave, vivendo em condições precárias na praia de El Trampolín.

Ilustração editorial: Migrantes marroquinos protestam em Ceuta e pedem asilo à Espanha
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 3 fontes independentes

Centenas de imigrantes marroquinos protestaram neste domingo (16) na praia de El Trampolín, em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, exigindo asilo das autoridades espanholas. Os manifestantes, que exibiam bandeiras da Espanha e faixas com frases como "Não queremos voltar para Marrocos", entoavam palavras de ordem como "Estamos cansados" e "Precisamos de uma solução", segundo relatos do g1.

Os imigrantes fazem parte do grupo de 5.000 a 8.000 pessoas que permaneceram em Ceuta após a travessia em massa da fronteira, ocorrida há duas semanas, quando mais de 72 mil indivíduos invadiram o território de 80 mil habitantes. A grande maioria dos que entraram no enclave retornou voluntariamente nos dias seguintes, mas os que ficaram vivem em condições precárias na praia de El Trampolín e nos arredores da cidade, aguardando uma oportunidade para seguir viagem para a Espanha continental.

Ayoub Elarroud, de Tetouan, Marrocos, descreveu a situação como de "frio e mau cheiro", com a polícia impedindo o acesso ao centro da cidade. O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que imigrantes irregulares não terão permissão para permanecer no enclave, viajar para a Espanha continental ou obter status legal, exceto em casos de vulnerabilidade extrema.

Hicham Chikir, de 25 anos, que chegou à Espanha nadando e está há 25 dias no país, questiona a dificuldade para obter asilo. "Por que apenas os marroquinos não podem conseguir asilo?", perguntou, segundo a CNN Brasil. O chefe do conselho médico de Ceuta, Enrique Roviralta, relatou o surgimento de doenças como diarreia infecciosa e sarna, além do aumento de lesões por violência, como narizes quebrados e ferimentos por arma branca. A ministra da Saúde, Monica Garcia, negou o colapso dos serviços, mas reconheceu a pressão e criticou a associação entre imigração e doenças como "injusta e xenófoba".

Fontes: g1 · CNN Brasil · UOL

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.