Mendonça revoga prisão de filho de investigado em fraude do INSS
Romeu Carvalho Antunes usará tornozeleira eletrônica e não poderá contatar outros investigados na Operação Sem Desconto.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS". Romeu foi preso em dezembro de 2025 pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão de Mendonça substitui a prisão por monitoramento eletrônico, determinando o uso de tornozeleira, e proíbe Romeu Antunes de manter contato, direto ou indireto, com os demais investigados e testemunhas da operação. Ele também não poderá frequentar entidades sob suspeita de envolvimento no esquema. A defesa de Romeu Antunes afirmou que, após "nove meses de prisão preventiva que não se sustentava sob qualquer aspecto, a Justiça reconheceu sua desnecessidade", conforme divulgado pela Folha de S.Paulo, e que "a inocência de Romeu Antunes será demonstrada na investigação".
Segundo as investigações da Polícia Federal, Romeu Antunes teria assumido um papel estratégico após o início da Operação Sem Desconto, tornando-se o principal operador administrativo da organização criminosa e atuando em operações de lavagem de dinheiro e na criação de empresas de fachada. A PF aponta que os ganhos mensais de Romeu teriam saltado de R$ 1,6 mil para R$ 107,6 mil entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, coincidindo com sua entrada nas sociedades empresariais do pai.
O ministro André Mendonça também determinou, nesta semana, a soltura do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, que estava em prisão preventiva e passará a usar tornozeleira eletrônica, proibido de deixar o país e de contatar outros envolvidos no caso. Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado como um dos operadores centrais do esquema, permanece preso.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
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