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Mendonça homologa delação sobre filme de Bolsonaro

O doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior fechou acordo de delação premiada com a PGR sobre repasses para a produção de "Dark Horse".

Ilustração editorial: Mendonça homologa delação sobre filme de Bolsonaro
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) a delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior. A delação de Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", integra as investigações sobre repasses de dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme "Dark Horse", que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Antônio Carlos Freixo Júnior, proprietário da Entre Investimentos, é apontado como o responsável por movimentar mais de R$ 1,3 bilhão para Vorcaro entre 2020 e 2025, conforme o relato do empresário à Procuradoria-Geral da República. Ele detalhou ter feito pagamentos milionários ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A Polícia Federal investiga se os mais de US$ 12 milhões (quase R$ 63 milhões à época) repassados ao fundo Havengate foram integralmente usados para o filme, como afirmam o senador Flávio Bolsonaro e a produtora. Freixo Júnior listou sete repasses ao fundo americano entre janeiro e setembro de 2025, entregando comprovantes e e-mails à PGR, segundo a jornalista Andréia Sadi, do portal g1. O caso também envolve o senador Flávio Bolsonaro, que, de acordo com a Agência Brasil, "pediu dinheiro a Vorcaro para, supostamente, financiar o filme sobre o pai". O senador Flávio Bolsonaro afirma que o dinheiro do ex-banqueiro foi destinado integralmente à produção da cinebiografia.

Vorcaro havia acertado um repasse ainda maior, de US$ 24 milhões em dez cotas até janeiro de 2026, mas os pagamentos restantes não foram realizados, e o banqueiro foi preso em novembro de 2025. Uma das suspeitas da PF é que parte do dinheiro do fundo Havengate estaria bancando Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado nega ter recebido dinheiro de Vorcaro.

Fontes: Agência Brasil · g1