Jejum intermitente tem benefícios questionados por cientistas
Dieta popular, que restringe a alimentação a certos dias ou horários, tem eficácia e riscos debatidos.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Os alegados benefícios do jejum intermitente, uma dieta que ganhou notoriedade por promover a perda de peso e reduzir riscos de doenças, enfrentam questionamentos da comunidade científica. Evidências recentes, divulgadas em 23 de agosto de 2026, levantam dúvidas sobre a solidez das alegações sobre a eficácia da prática.
A dieta, que pode envolver jejuar em determinados dias da semana ou restringir a alimentação a certas horas do dia, é associada à redução do risco de câncer e de declínio cognitivo. No entanto, um estudo citado pela Folha de S.Paulo e BBC News Brasil sugere que o jejum intermitente pode, inclusive, ser prejudicial, por aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Krista Varady, professora de nutrição da Universidade do Illinois em Chicago, nos Estados Unidos, afirmou que a prática "não é mágica", ressaltando a dificuldade de obter dados sólidos. Para ela, o principal obstáculo é não ter "ideia do que as pessoas realmente estão comendo", uma realidade que se estende a diversas intervenções alimentares.
Mark Mattson, neurocientista da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos EUA, explicou que o jejum faz o metabolismo parar de queimar açúcar, a glicólise, e passar a queimar gordura. Esse processo permite que as células saudáveis reciclem proteínas desgastadas, em um processo conhecido como autofagia, que tem o efeito de rejuvenescê-las e, em teoria, se traduz nos benefícios atribuídos à dieta.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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