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Irã promete resistir a sanções dos EUA e confia em parceiros

Irã promete resistir a novas sanções dos EUA, confiando em parceiros para mitigar o isolamento econômico imposto.

Ilustração editorial: Irã promete resistir a novas sanções dos EUA e confia em parceiros
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

O Irã prometeu resistir à ampliação das sanções econômicas dos Estados Unidos (EUA), divulgadas na segunda-feira (24) pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. O governo iraniano expressou confiança de que seus parceiros comerciais manterão as negociações, apesar das medidas que visam isolar a economia do país.

As novas sanções foram anunciadas quase seis meses após o início de um conflito de difícil resolução para os EUA, segundo a Agência Brasil, mas Bessent evitou impor as restrições mais severas. Ele declarou que países que continuarem a negociar com o Irã correm o risco de exclusão do sistema financeiro baseado no dólar, mas não forneceu um prazo ou identificou alvos específicos para as sanções, dando tempo para o cumprimento da nova diretiva.

Abbas Golroo, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, afirmou à agência de notícias Isna que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, entregou uma mensagem dos EUA ao Irã, com o que "ao que parece, o objetivo principal era retomar o processo político paralisado". O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra 60 pessoas, entidades e embarcações, mas a lista não incluiu instituições financeiras chinesas, apesar de a China ser a maior compradora de petróleo iraniano.

A China, por sua vez, afirmou nesta terça-feira que sua cooperação com o Irã é conduzida dentro da estrutura do direito internacional e não deve ser interferida nem interrompida. Especialistas apontam que Washington teme retaliação chinesa por sanções contra seus bancos, especialmente antes das negociações previstas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping no próximo mês.

Fonte: Agência Brasil