Indígenas cobram participação em COP da Desertificação
Protesto em Ulaanbaatar, na Mongólia, exige que temas de gênero e participação social voltem à pauta.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Indígenas de diversas regiões do mundo protestaram nesta quinta-feira (20) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, para serem incluídos nas negociações oficiais da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Eles classificaram como “meramente simbólico” o espaço criado para eles neste ano, o Caucus Indígena e de Comunidades Tradicionais, e pedem uma participação “significativa, plena e efetiva”.
A líder da Associação das Mulheres Indígenas Peules do Chade (AFPAT), Oumarou Ibrahim Hindou, afirmou à Agência Brasil que os povos tradicionais buscam o reconhecimento de seus conhecimentos e direitos. "Nossa participação não pode ser meramente simbólica. Estamos aqui para reivindicar nossa terra e nossos territórios. Não haverá COP sem as pessoas da terra", declarou Oumarou.
Os manifestantes também reivindicam que a agenda oficial da conferência retome os temas de gênero e participação social, excluídos do documento final por solicitação dos Estados Unidos. Para aprovar o documento, que define as negociações entre os governos, é necessário consenso entre as 197 partes da convenção.
Em um evento paralelo, a Declaração de Ulaanbaatar: Apelo à Ação Global de Povos Pastoris e Indígenas foi divulgada, reforçando que estas comunidades são essenciais para a conservação da biodiversidade, a segurança alimentar e a gestão sustentável de áreas de pastagem, e rejeita a ideia de que o pastoreio causa a desertificação.
Fonte: Agência Brasil
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