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A primeira edição do Lado B. — Por que música importa

Há coisas que a análise econômica não captura, que o relatório de mercado não mensura e que o algoritmo de streaming jamais vai entender.

LADO B. — EDITORIAL

A primeira edição do Lado B.
Por que a música importa mais do que nunca

Há coisas que a análise econômica não captura, que o relatório de mercado não mensura e que o algoritmo de streaming jamais vai entender. A música é uma delas. É por isso que estamos aqui.

O Lado B. nasce de uma convicção simples: a música não é entretenimento. É documento. É arquivo vivo de uma era, testemunha de revoluções que não entraram nos livros de história, vetor de emoções que a linguagem cotidiana não comporta. Em tempos de playlists descartáveis e skip compulsivo, fazer uma revista dedicada à escuta profunda pode parecer anacronismo. Mas é exatamente esse anacronismo que nos interessa.

Vivemos um paradoxo musical sem precedentes. Nunca tivemos acesso a tanto — 100 milhões de faixas no bolso, a produção de qualquer artista de qualquer país a um toque de distância. E nunca ouvimos tão pouco. A era do streaming democratizou o acesso e industrializou a atenção. O algoritmo cuida do gosto. A trilha sonora da vida virou papel de parede. O Lado B. recusa isso. Aqui, ouvir é um ato deliberado.

Não somos uma publicação de resenhas rápidas nem um curador de novidades. Somos uma revista de escuta lenta. Vamos atrás dos discos que mudaram o mundo sem pedir licença, das canções que carregam histórias que os créditos do Spotify nunca vão contar, dos artistas que construíram impérios inteiros na margem da indústria. Voltaremos ao passado quando o passado iluminar o presente. Iremos ao futuro quando o futuro valer a viagem. Ficaremos no presente quando o presente exigir atenção.

Esta é a nossa primeira edição. Mas o Lado B. já existe há muito tempo — em cada conversa de madrugada sobre um disco que ninguém lembra, em cada show num bar pequeno que deveria ter sido visto por milhares, em cada achado de sebo que muda a perspectiva de uma geração. Estamos apenas formalizando o que sempre existiu.

OS NOSSOS

Os colunistas do Lado B.

Nilo Monteiro
Cronista musical. Escreve sobre a história da MPB, do rock brasileiro e das noites que moldaram a música popular. Memória viva de shows que viraram lenda.
Arnaldo Duval
Crítico musical de formação clássica, ouvido contemporâneo. Não tem medo de afirmar que um disco é ruim nem de defender o que o mercado descartou.
Heitor Ventura
Músico e compositor. Escreve de dentro — sobre o processo criativo, sobre o que acontece antes do estúdio, sobre o que fica de fora da faixa final.
Caio Galvão
Arqueólogo musical. Escava catálogos esquecidos, rastreia influências cruzadas, devolve ao presente o que o tempo soterrou. Especialista em conexões impossíveis.
O Fracassado
Curador anônimo. Ninguém sabe quem é. Ninguém precisa saber. Traz playlists, deep cuts e achados que custam uma vida inteira de escuta para encontrar.
Luiz Horta — Achados e Perdidos
Colunista da seção "Achados e Perdidos". Recupera canções, discos e artistas que desapareceram do radar sem deixar rastro — e que mereciam outro destino.
Nestor Gama — O Sorriso Torto
Chargista e cronista visual. Desenha a música quando as palavras ficam curtas. Sua seção "O Sorriso Torto" é leitura obrigatória para quem leva o humor a sério.
♩ CIFRAS XAPLIN

25 revistinhas de letras e acordes

Bossa Nova, Legião, Rock 80, MPB, Beatles, Chico, Caetano, Tim Maia — e edições especiais como Clube da Esquina, Acústico MTV e Rock in Rio. Para tocar, cantar e entender.

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O Lado B. é uma publicação da Xaplin.
Saímos quinzenalmente — às segundas, às 18h, sem exceção.
A revista não dorme.