Fundo Brasil defende direcionar verba climática a povos tradicionais
A diretora Allyne Andrade afirmou que recursos de negociações multilaterais não alcançam comunidades mais afetadas no Brasil.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
A Fundo Brasil, fundação filantrópica que apoia iniciativas de direitos humanos, defende que os recursos de financiamento para soluções climáticas e adaptação cheguem diretamente aos povos e comunidades tradicionais no Brasil. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a diretora executiva Allyne Andrade afirmou que há uma lacuna no fluxo dessas verbas, que não alcançam as populações mais afetadas pela crise climática.
Andrade, que assumiu a direção da Fundo Brasil em maio deste ano, explicou que a crise climática afeta desigualmente "populações mais pobres da periferia e em comunidades tradicionais". Segundo ela, estas são as pessoas que "mantêm os territórios mais preservados dentro do Brasil", mas não recebem o financiamento proveniente de negociações multilaterais.
A diretora, advogada e doutora em Teoria Crítica, indicou que a fundação foi criada para atuar nos "gaps [lacunas] de financiamento", provendo não só recursos, mas também apoio técnico e programático. Criada pelos ativistas sociais Abdias do Nascimento, Margarida Genevois, Rose Muraro e Dom Pedro Casaldáliga, a Fundo Brasil financia organizações da sociedade civil protagonizadas por pessoas e comunidades impactadas por violações de direitos.
Fonte: Agência Brasil
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