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Flávio Bolsonaro nega ilegalidade em patrocínio de filme à Globo

Flávio Bolsonaro se defendeu após denúncia de captação ilegal de R$ 61 milhões do Banco Master para seu filme "Dark Horse".

Ilustração editorial: Flávio Bolsonaro nega ilegalidade em patrocínio de filme à Globo
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (28), em entrevista à TV Globo, que não houve “absolutamente nada de errado” na busca por patrocínio para o filme "Dark Horse", sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O senador disse ter procurado Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do longa, cujo valor de patrocínio foi revelado em áudios como R$ 61 milhões.

Durante a entrevista, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, Flávio Bolsonaro declarou: “Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”. Ele acrescentou que não utilizou recursos públicos na produção do filme e que a quantia foi integralmente usada no projeto. O candidato do PL foi questionado sobre a ausência de detalhes sobre a origem, destino dos recursos e o contrato com Vorcaro.

Sobre a relação com o ex-banqueiro, Flávio Bolsonaro afirmou que a única ligação era a respeito do filme. "Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida, né? Era um sonho que tava se realizando ali. Foi uma forma de garantir que esse filme acontecesse”, disse. Conforme apuração do g1, porém, um perito contratado pela produtora do filme não teve acesso ao fundo americano que recebeu recursos de Vorcaro, nem apresentou notas fiscais ou comprovantes de transferências para um total de R$ 75 milhões.

Lula, também candidato à reeleição pelo PT, foi entrevistado na quinta-feira (27) e abordou as investigações sobre seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Questionado pelos mesmos jornalistas, o presidente classificou as acusações como "ilações" e prometeu que o filho não será protegido se houver qualquer ilícito, garantindo não interferir na Polícia Federal. Lulinha é alvo de três inquéritos da PF, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam suposto tráfico de influência e favorecimento a empresas.

Fontes: g1 · BBC News Brasil