Flávio Bolsonaro cancela notas de R$ 1 milhão para empresa ligada
O senador disse ter prestado serviços a outra empresa com diretor da Copenhagen e que a divulgação das informações está relacionada às eleições.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu e posteriormente cancelou duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Assessoria e Consultoria, empresa que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master. As notas foram emitidas em 7 de abril de 2025 e canceladas no mesmo dia, conforme o g1, ou uma no mesmo dia e outra em 9 de abril de 2025, segundo a Folha de S.Paulo.
A Copenhagen teve como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM, citada nas investigações do caso Master por suspeita de participação em fraudes financeiras, de acordo com o g1. A Trustee DTVM, procurada pelo veículo, afirmou que, como administradora do fundo Estônia Multiestratégia, que investe em ações da Copenhagen Assessoria e Consultoria, "não tinha ingerência sobre as relações comerciais da empresa".
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro declarou ter negociado com a Copenhagen, mas não aceitou prestar serviços. "Cancelei duas notas fiscais", afirmou o senador, que emitiu uma nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, cujo diretor, Rogério Novo, tornou-se diretor da Copenhagen em setembro de 2025, segundo o g1. A Folha de S.Paulo informou que Novo é o responsável pela Contábil Correa e conselheiro fiscal da Ambipar, empresa controlada por Tercio Borlenghi Junior, investigado com Daniel Vorcaro e o Banco Master por manipulação de mercado.
O senador disse ter prestado serviços advocatícios para a Contábil Correa, classificando a relação como "completamente legal e privada". Ele também afirmou à Folha de S.Paulo que a divulgação das informações tem como objetivo "marginalizar a advocacia" e está relacionada às eleições, em vista da convenção nacional do PL neste sábado (25) que definirá sua candidatura à Presidência.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo
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