Fachin dá 72h para Mendonça explicar afastamento de diretor da PF
Fachin concede 72 horas para Mendonça justificar afastamento de diretor da PF, em meio à tensão no STF.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida de Fachin se deu na terça-feira (8), enquanto cresce a pressão para que o STF delibere sobre a crise interna entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, conforme noticiou a Folha de S.Paulo.
A AGU solicitou a Fachin uma liminar para suspender a decisão de Mendonça, argumentando que a discussão sobre a legalidade da atuação da Polícia Federal no caso já está sob a relatoria do próprio Fachin, na Petição 16.704. Na mesma terça-feira, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues, submetendo a decisão à autoridade do Plenário do STF, segundo apurou a BBC News Brasil.
Até o momento, Fachin não convocou uma sessão plenária para discutir a crise. Treze ministros aposentados já cobraram a medida em carta pública na noite de segunda-feira (7). Horas antes, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, também havia pedido "respostas rápidas e claras" ao STF em um vídeo. Na mesma linha, entidades empresariais lançaram o "Manifesto à Nação Brasileira", em que dizem que "a resposta que a nação aguarda não admite prazo. Cada dia é um dia a mais de descrédito", conforme noticiou a Folha.
Em resposta à crise, Fachin abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça se manifestem sobre as trocas de acusações. Segundo o STF, há um primeiro prazo até 14 de setembro para que os quatro se posicionem sobre a primeira decisão de Mendonça, de 1º de setembro, que é alvo das contestações.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
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