EUA taxam produtos brasileiros em 25% por supostas práticas desleais
Governo brasileiro projeta nova sobretaxa e rejeita acusações de Washington sobre trabalho forçado e desmatamento.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Os Estados Unidos passaram a taxar em 25% parte dos produtos brasileiros vendidos ao país nesta quarta-feira (22), em uma decisão unilateral, conforme informou a Agência Brasil. Washington justifica a medida alegando supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional, incluindo falhas no combate ao desmatamento, corrupção e uso do Pix para prejudicar empresas americanas.
Além da taxa já imposta, o governo brasileiro antecipa uma nova sobretaxa de 12,5%, baseada na visão norte-americana de que o Brasil não impede a importação de produtos de países que utilizam trabalho forçado. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou à Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17) que a nova punição deve ser publicada nesta sexta-feira (24), afirmando: “Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”.
O governo brasileiro rejeita as acusações e classifica a taxação como “injusta”, dispondo-se a recorrer à Lei de Reciprocidade, segundo a Agência Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) fundamenta a provável nova taxação em um relatório de 2 de junho que investiga 59 países e a União Europeia, apontando que essas economias “falham em impor uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil, no entanto, discordam da avaliação americana e destacam que o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e a formas análogas à escravidão. Durante a investigação, o governo brasileiro forneceu informações técnicas à Casa Branca sobre seu arcabouço legal para coibir a importação de bens produzidos por trabalho forçado.
Fonte: Agência Brasil
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