EUA estudam reimpor sanções Magnitsky a Alexandre de Moraes
O governo americano considera a medida após buscas contra jornalista e ex-secretário por reportagens envolvendo Flávio Dino.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O governo dos Estados Unidos estuda reimpor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informou o jornal britânico *Financial Times* neste domingo (16). A medida, conhecida como sanções Magnitsky, está "em análise", conforme apurou o veículo junto a uma de suas fontes.
A discussão ganhou força após o ministro autorizar ações de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Maranhão, e, mais recentemente, contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como sua fonte. As buscas ocorreram após a publicação de reportagens de Luís Pablo denunciando um possível uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino e seus familiares no Maranhão.
Moraes alegou na decisão, obtida pela CNN Brasil, que “há indícios relevantes de que o representado incorreu na prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (crime de perseguição), sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas”. O ministro indicou que o conteúdo das reportagens sugere que "o autor da publicação se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiriam a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades".
Aliados de Dino, por sua vez, afirmaram à CNN Brasil que o carro particular do ministro era seguido e que, portanto, não se tratava de utilização de veículos oficiais. Luís Pablo declarou à CNN Brasil que nunca seguiu o carro do ministro ou de seus familiares. Moraes e sua esposa, Viviane Barci, já haviam sido alvos de sanções pela Lei Magnitsky em julho do ano passado, por seu papel no inquérito da trama golpista de 2022, mas as restrições foram retiradas em dezembro.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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