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Especialistas avaliam que EUA distorcem debate sobre big techs

Pesquisadores afirmam que o governo estadunidense utiliza o tema como pretexto para aplicar tarifa de 25% em produtos brasileiros.

Ilustração editorial: Especialistas avaliam que EUA distorcem debate sobre big techs
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

Os Estados Unidos utilizaram decisões judiciais e a legislação brasileira acerca da atuação das big techs como argumento para impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, válida a partir desta quarta-feira (22). Contudo, pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil consideram que os EUA distorceram o tema e o usaram como pretexto para sancionar o Brasil.

De acordo com a Agência Brasil, especialistas afirmam que as empresas estrangeiras devem acatar o regramento nacional. O professor Paulo Rená, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris), destacou que a legislação brasileira não ameaça a liberdade de expressão, diferentemente do alegado pelo governo dos EUA. “A falta de regras é o que fere a liberdade de expressão ao permitir que discursos de ódio ataquem minorias e que a desinformação afete a formação da opinião pública”, disse Rená à agência.

O sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC, classificou a decisão como “truculenta”. Ele ressalta que as alegações para o tarifaço se baseiam em um relatório do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR), que questiona “ordens secretas de tribunais brasileiros e as severas penalidades por descumprimento”, por exigirem a remoção de conteúdo político e suspensão de perfis.

Amadeu comparou a situação brasileira com a da Europa, onde, segundo ele, “as big techs têm que prestar contas à sociedade”. O pesquisador argumenta que o governo Trump manobra para que o Brasil seja um território onde as big techs “possam extrair dados e riquezas sem prestar contas para a nossa sociedade”.

Fonte: Agência Brasil