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El Niño tem 75% de chance de ser o mais forte desde 1950, diz EUA

Agência climática americana aponta que o fenômeno deve se intensificar até o fim do ano, com aquecimento das águas do Oceano Pacífico acima de 2,5°C.

Ilustração editorial: El Niño tem 75% de chance de ser o mais forte desde 1950, diz EUA
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

A probabilidade de o El Niño se tornar o mais forte já registrado desde 1950 subiu para 75% no trimestre de outubro a dezembro, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (10) pela agência climática dos Estados Unidos. A Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) também elevou para 97% a chance de o fenômeno evoluir para um patamar muito forte a partir do fim de setembro, com o início da primavera no hemisfério sul.

A nova projeção representa um aumento em relação à estimativa anterior, de agosto, que apontava 69% de chance para um evento de força histórica. De acordo com a NOAA, o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial está acima de 2°C, o que classifica o El Niño como muito forte. Na região conhecida como Niño 3.4, uma das principais para o monitoramento, o índice se mantém 1,8°C acima da média.

Para o órgão americano, o cenário reforça a tendência de intensificação do fenômeno até o final do ano. “No trimestre de outubro a dezembro de 2026, há 75% de probabilidade de um evento histórico, que superaria a intensidade dos eventos anteriores de El Niño registrados desde 1950”, informa o comunicado da agência, reproduzido pela Folha de S.Paulo.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. No Brasil, o fenômeno tende a provocar mais chuvas na região Sul e seca nas regiões Norte e Nordeste. A NOAA ressalta que um evento de grande magnitude aumenta a probabilidade de impactos climáticos severos, mas não garante que eles ocorrerão ou com que gravidade.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo

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