El Niño será forte e persiste até fevereiro de 2024, diz ONU
Aquecimento do Pacífico pode atingir 3,6°C acima da média, com pico de intensidade do fenômeno previsto para o fim de 2023.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O fenômeno climático El Niño deve se intensificar, atingir um nível "muito forte" nos próximos meses e persistir ao menos até fevereiro de 2027. A previsão, com probabilidade de quase 100%, foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), o braço da ONU para clima e tempo. Segundo os modelos da agência, o pico de força do fenômeno está previsto para o fim de 2026.
O cenário é sustentado por um aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico Equatorial. A temperatura na superfície subiu de uma anomalia de 0,9°C acima da média em maio para 2,6°C em agosto. Em camadas abaixo da superfície, o aquecimento superou os 8°C. A OMM estima que a anomalia na temperatura média do oceano pode alcançar 3,6°C entre setembro e novembro.
Apesar da alta intensidade, a organização ressalva que seus efeitos locais não são automáticos. Em sua atualização, a OMM afirma que "a intensidade do El Niño, sozinha, não permite prever o tamanho dos impactos em uma determinada cidade, país ou região". Fatores como a temperatura dos oceanos Atlântico e Índico também podem reforçar ou enfraquecer suas consequências.
No Brasil, a projeção geral aponta para menos chuva na região Norte e volumes maiores no Sul. A chance de as condições climáticas se tornarem neutras ou de um retorno do fenômeno La Niña no período é considerada praticamente nula pela agência, segundo o portal g1.
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