Dino reintegra diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Flávio Dino, do STF, reverteu decisão de André Mendonça e criticou o afastamento por "atropelos processuais".
Factual · Plantão Xaplin · checado em 3 fontes independentes
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reintegrou nesta quarta-feira (9) Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), revertendo a decisão de André Mendonça que o afastou na terça-feira (8). Além de Rodrigues, o ministro também determinou a recondução de Leandro Almada, chefe de Inteligência da PF.
A decisão de Dino atendeu a um pedido do próprio Andrei Rodrigues e apontou "atropelos processuais" no afastamento. Entre eles, o ministro citou a ilegitimidade do Partido Novo para requerer medidas cautelares em investigações criminais, argumentando que "o partido político mencionado, no caso, não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais".
O ministro criticou a paralisação na produção de relatórios de inteligência da PF determinada por Mendonça, classificando-a como uma medida inédita na história da corporação. A decisão de Dino estabelece que sua determinação ficará em vigor até o cumprimento integral das medidas pela Polícia Federal, "sem interrupção decorrente de interferência externa".
André Mendonça, à época da revelação de seu encontro com uma das partes envolvidas, disse em nota que o assunto tratado foi uma ação que discutia créditos de precatórios de interesse. A decisão de Dino será submetida exclusivamente ao plenário da corte, conforme o ministro.
Fontes: Agência Brasil · Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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