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Diagnóstico de esclerose múltipla atrasa em 26% dos casos

Pesquisa da HSR Health revela que 56,8% dos pacientes com esclerose múltipla receberam diagnóstico incorreto antes da confirmação.

Ilustração editorial: Diagnóstico de esclerose múltipla atrasa em 26% dos casos
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla no Brasil aguarda mais de cinco anos para receber o diagnóstico definitivo da doença, o que favorece a progressão de danos. O alerta foi feito nesta sexta-feira (28) pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), a partir de uma pesquisa da HSR Health em parceria com a Roche Farma.

O estudo, lançado durante o Agosto Laranja – mês de conscientização sobre a esclerose múltipla –, entrevistou 368 pessoas em tratamento. Os dados mostram que 56,8% dos entrevistados receberam um diagnóstico incorreto antes da confirmação da doença. A pesquisa detalha que 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.

A agilidade no diagnóstico é fundamental para retardar danos permanentes, segundo o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Kleinpaul explicou à Agência Brasil que “chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional. E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”.

A pesquisa aponta que o paciente passa por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto. Para 36% dos entrevistados, a principal barreira são os médicos e profissionais de saúde. Já 23% indicaram exames e investigações de custo mais alto, como a ressonância magnética, como entraves. Cerca de 40 mil brasileiros vivem com esclerose múltipla, que é uma doença inflamatória, crônica e autoimune, atingindo principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, na sua fase mais produtiva.

Fonte: Agência Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.