Decisão de Mendonça afasta delegado que apurou morte de Marielle
Leandro Almada, ex-superintendente da PF no Rio, também foi desligado do cargo de diretor de Inteligência.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou nesta terça-feira, 8 de setembro, o afastamento do diretor de Inteligência da Polícia Federal, delegado Leandro Almada. A medida atinge também o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e é um desdobramento da crise no STF iniciada na semana passada.
Almada ganhou notoriedade por integrar o grupo de policiais federais que investigou a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Ele também comandou a Superintendência da PF no Rio de Janeiro entre 2023 e 2024, período em que a corporação realizou operações contra o crime organizado, algumas das quais atingiram o ex-governador Cláudio Castro (PL).
A decisão de Mendonça relaciona o afastamento de Almada à produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, teriam "extrapolado as atribuições legais da Polícia Federal". Em sua manifestação, Mendonça classificou a produção e divulgação desses documentos como ilícita, afirmando que teriam sido utilizados para "monitoramento e coleta dirigida" sobre ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Os relatórios foram citados em um despacho do ministro Alexandre de Moraes na semana passada, após Mendonça levantar o sigilo de documentos da PF sobre supostas conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. As informações dos relatórios de inteligência analisavam, entre outros pontos, decisões tomadas pelo próprio Mendonça em investigações sob sua relatoria no STF, além da atuação de Messias e de membros da Polícia Federal.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
QUER IR MAIS FUNDO?
→ E-books sobre Política e Economia