Cozinha das Caranguejeiras usa ubarana para gerar renda em Magé
Mulheres da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue (ACAMM) transformam peixe desprezado em pratos valorizados.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
A Cozinha das Caranguejeiras, localizada na sede da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM), na Baixada Fluminense (RJ), transformou a ubarana, um peixe antes sem valor comercial, em fonte de renda. A iniciativa beneficia 15 famílias com a venda de pratos como estrogonofe, escondidinho e almôndegas.
A técnica usada para processar a carne do peixe é baseada em saberes tradicionais, transmitidos entre gerações, conforme apurou a Agência Brasil. Márcia Regina, pescadora aposentada e secretária da ACAMM, descreveu à agência que "a gente pega muitos turista, pessoas de faculdade, ou que estão estudando a área ambiental e vêm conversar com a gente".
As refeições são comercializadas em almoços especiais, mediante a venda de convites à comunidade, visitantes, grupos de turistas e pesquisadores, além de encomendas e atendimento a empresas. A Cozinha obteve seu primeiro espaço físico provisório em 2021, após a aprovação em um edital do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), e se transferiu para um local maior na ACAMM três anos depois, com o recurso de um novo edital.
Márcia Regina, que foi presidente da associação por 12 anos, vê o trabalho também como uma ação social. Ela contou à Agência Brasil que a cozinha ajuda mulheres, por vezes com depressão, a se recuperarem por meio da interação e troca de experiências. "Juntas, a gente começa a conversar, contar casos, histórias e problemas nossos", afirmou.
Fonte: Agência Brasil
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