Comunidades vulneráveis criam soluções para crise climática
Relatório do Greenpeace Brasil aponta que populações expostas a eventos extremos desenvolvem adaptações próprias.
Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial
Populações vulnerabilizadas no Brasil estão desenvolvendo soluções próprias para mitigar os efeitos da crise climática, mesmo enfrentando dificuldades de acesso a políticas públicas e recursos. A conclusão é do relatório "As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades", elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais, segundo informou a Agência Brasil nesta terça-feira (16).
Comunidades negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais são as mais expostas a eventos extremos como enchentes, secas e ondas de calor. O Greenpeace defende que essas comunidades ocupem uma posição central no desenvolvimento de políticas de adaptação, destacando a necessidade de combater o racismo ambiental, conforme a Agência Brasil.
A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, reforçou a importância de incorporar a justiça climática nas políticas de adaptação. “Em um país marcado por desigualdades históricas de acesso à moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura, os impactos dos eventos extremos tendem a se concentrar justamente nos territórios que já enfrentam maior precariedade”, afirmou Reis em nota, de acordo com a Agência Brasil.
Exemplos citados no relatório incluem a instalação de fossas sépticas biodigestoras no Amapá por um coletivo, para tratar esgoto em áreas alagáveis, e ações lideradas por um projeto no Rio de Janeiro. A Agência Brasil não detalhou o prazo ou a metodologia completa para a elaboração do estudo.
Fonte: Agência Brasil
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