Casas Bahia pede recuperação judicial em São Paulo
O grupo protocolou a solicitação na Justiça de São Paulo na noite de domingo, 16 de agosto, após prejuízo de R$ 10,1 bilhões.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 3 fontes independentes
O Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial na noite deste domingo (16) ao Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A medida visa reorganizar as finanças e renegociar dívidas, buscando a continuidade das operações do grupo, que inclui a fabricante de móveis Bartira e empresas de logística, tecnologia e comércio eletrônico.
A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador da companhia. Em comunicado ao mercado, a Casas Bahia afirmou que o pedido se deu pela "deterioração das condições econômicofinanceiras enfrentadas pela Companhia", impactada por juros elevados, restrição de crédito e aumento dos custos financeiros, como detalhou fato relevante enviado à CVM.
No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões, um aumento de 18 vezes em comparação ao mesmo período do ano anterior, e fechou 298 lojas. Apesar da recuperação judicial, a Casas Bahia pretende manter o funcionamento de suas lojas físicas e canais de venda, conforme o comunicado.
Em abril de 2024, a varejista já havia entrado em recuperação extrajudicial para quitar dívidas de R$ 4,1 bilhões, saindo do processo três meses depois. A dívida líquida da empresa ficou em R$ 1,2 bilhão no trimestre encerrado em junho de 2026. Os acionistas ainda deverão ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária.
Fontes: g1 · Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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