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Casas Bahia pede recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

O pedido engloba dez empresas da holding, incluindo Ponto Frio e Extra.com, e busca reestruturar o passivo com credores.

Ilustração editorial: Casas Bahia pede recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 3 fontes independentes

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na noite de domingo (16), na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Justiça de São Paulo, declarando uma dívida de R$ 17,3 bilhões. A medida abrange dez empresas da holding, entre elas as responsáveis pelas marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia, conforme apuração da Folha de S.Paulo.

Do total da dívida, R$ 16,4 bilhões são com credores quirografários, R$ 754 milhões com credores trabalhistas e R$ 154 milhões com microempresas e empresas de pequeno porte. O grupo informa no pedido a demissão de cerca de 3.000 funcionários e o fechamento de quase 300 lojas, de um total de mais de 700 da Casas Bahia e mais de 65 do Ponto Frio.

A companhia, que já havia homologado uma recuperação extrajudicial em abril de 2024 para reestruturar R$ 4,8 bilhões em dívidas financeiras, saiu daquela reestruturação três meses depois. Em documento, a Casas Bahia alega que a crise atual decorre de pesados investimentos em tecnologia e logística desde 2019, somados aos impactos da pandemia e à escalada da taxa Selic, que desorganizou sua estrutura financeira.

Segundo a CNN Brasil, a companhia comunicou que a decisão foi tomada devido à piora das condições financeiras, mencionando um "ambiente macroeconômico desafiador, marcado pela alta taxa de juros, a restrição do crédito, o aumento do custo financeiro e a pressão sobre consumo e capital de giro". A varejista pretende manter suas operações em todos os canais, priorizando o atendimento a clientes e consumidores.

Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil · UOL

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.